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  • Manoela. Gonçalves Ramos

O quão difícil é ficar sem viajar pra você, viajante?

Vez ou outra me perguntam o quão difícil é ficar sem viajar em tempos de pandemia, para mim, que sou viajante. Bom aos que me leram, ao menos um pouco, digo leram, assim não o livro “Confissões de Viajante“, mas o propósito por detrás. Aos que me leram, ao menos um pouquinho, entenderam que a viagem sempre foi interior. A estrada me ensinou muito, me mostrou que sou capaz de co-criar o meu caminho, me mostrou a impermanência da vida e me fez compreender que eu mesma não consigo controlar nada, com muita disciplina e empenho, controlo a mim mesma. O susto é só no início, depois eu pego rápido. Não tem lamentos, nem saudades. Gosto de viver o hoje, seja na forma que o hoje se apresente na minha frente. A faculdade e toda essa pressão do mercado de trabalho me perturbaram tanto, que precisei experienciar a liberdade de levar a vida na estrada. A estrada me curou um monte, tirou as perturbações, criou outras. De repente, a gente volta de onde parou, de repente, tudo para pra quem já levava a vida nesse movimento da impermanência, nenhuma surpresa é tamanha que não se consiga pensar numa reação. Estou reagindo, sempre fiz assim. Levar a vida na estrada me ensinou a me reinventar sempre que necessário. É o que venho fazendo, analisando minhas competências e vendo como posso me desenvolver nas condições que tenho aqui e agora. Não dá tempo para se lamentar, eu sou muito reativa. Gosto de ter respostas, por isso, me pergunto antes mesmo de acontecer. Já havia um tempo que vinha planejando parar. As coisas não saem como planejamos, mas conseguimos ajustar as condições que o universo dá, com as que temos. Assim vou fazendo. Quem me leu, ao menos um pouquinho, e digo assim, me leu, não o livro. Mas quem me leu, entendeu que a viagem é interior. Não tem como parar o movimento, sigo nessa viagem do autoconhecimento, manifestando dons e criações. Curando processos em mim e da minha ancestralidade, construindo minha sorte e identificando meu destino. O que me permito mostrar é pouco frente ao tanto que andei em 2020. Não dá para parar o movimento, eu continuo viajando em direção ao meu próprio Eu.


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